Muito mais do que um professor: um transformador

By Martina D. - novembro 15, 2017


Vamos iniciar o texto com uma pergunta: o quão importante você acredita que a profissão do professor que trabalha com crianças e adolescentes é?
Se ensinar fosse a única tarefa, qualquer profissional poderia desempenhar este trabalho, afinal, esse público (e principalmente as crianças pequenas) estudam e aprendem conteúdos muito simples, que todos nós já sabemos. Mas eles merecem muito mais do que um professor que segue padrões constantemente, sem autonomia dentro do ambiente escolar. Fadado ao fracasso e ao desinteresse por parte dos alunos, esse professor sofre a desvalorização da sua profissão diariamente.

Todas as crianças merecem alguém especial que apareça em seus anos letivos para transformar e desenvolver as suas ideias, conceitos, postura crítica e desempenho, tanto na escola quanto futuramente, na vida e na prática. Além disto, eles necessitam de alguém para se inspirar além da figura dos pais, alguém que lhes mostre o quão importante é o ato de aprender, seja através de jogos, transdisciplinaridade, arte ou música. Eles precisam de atividades que os tornem mais independentes, mais autônomos e reais protagonistas da sua própria aprendizagem, por interesse e vontade própria. Até por que nos dias atuais, tanto no mercado de trabalho quanto na universidade, é necessário que o indivíduo tenha esta postura.

Também tenho outra pergunta relevante: se nós não trabalharmos com o potencial das crianças e dos jovens, quem vai fazer isto?
E mais: se nós não transformarmos as crianças (as maiores responsáveis pelo futuro do país), quem vai transformá-las? Quem vai capacitá-las para resolver futuramente os tantos problemas ambientais, sociais e econômicos que nos amedrontam?
Sobra para o mero professor. Aquele que a escola insiste em empurrar materiais prontos, padrões tradicionais ultrapassados e inúmeras regras, retirando a sua autonomia e ignorando os seus conhecimentos, que são de extrema importância quando o assunto é aprendizagem e educação dentro da sala de aula.

Não é a toa que para Andreas Schleicher, responsável pelas provas do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) na América Latina, cada professor é tratado da mesma forma, e os governos acham que sabem o que os professores deveriam fazer. Ele também afirma que, na maioria destes países, a profissão é muito estática. É uma espécie de trabalho industrial, como numa fábrica. Mas obviamente, nós estamos trabalhando com seres humanos. É necessário um olhar mais atento para a educação brasileira e os seus rumos. Afinal, não estamos nas melhores colocações no ranking da educação com as nossas notas, não é mesmo?

Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/mundo/quais-sao-os-paises-com-melhor-educacao-e-o-que-precisamos-fazer-para-chegar-la,fc30055f79a9724fbc3068152a3cdc057mumxoix.html

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